| cardiologia |
| Dr. João Freitas |
| Assistente da Faculdade de Medicina do Porto Mestre em Medicina Desportiva Assistente Hospitalar Graduado do Hospital de São João |
SERVIÇOS: SÍNCOPE SÍNCOPE NEUROCARDIOGÉNICA Síncope Neurocardiogénica, uma situação benigna, também é conhecido como síncope vasovagal. É devido a uma incapacidade transitória do orgnismo regular a pressão sanguínea e a frequência cardíaca adequadamente. As razões exactas por que isto acontece ainda são pouco claras, mas novos dados são conhecidos constantemente. Sempre que uma pessoa se coloca de pé, a gravidade “puxa” o sangue para as extremidades inferiores. O cérebro (centros de controle de pressão sanguínea estão localizados nas partes posteriores do cérebro (no tronco cerebral)) e outros receptores de pressão (baroreceptores) sentem esta mudança e compensam aumentando a frequência do coração e apertando (vasoconstrição) as veias das pernas, forçando o sangue no sentido do coração. Estes centros reguladores (autonómicos) no tronco cerebral, trabalham como um tipo de termostato para regular a pressão sanguínea. Na síncope neurocardiogénica, o sistema falha paroxisticamente, permitindo que a pressão sanguínea desça muito baixo e abruptamente, causando isquemia (redução do fluxo sanguíneo) ao cérebro levando em consequência à perda de consciência e da postura (desmaio). Estes episódios frequentemente começam na adolescência embora eles possam acontecer em qualquer idade. Enquanto o mecanismo pelo qual se perde a consciência seja benigna , as consequências de bater no chão de repente podem não ser. Enquanto muitas pessoas terão algum tipo de aviso que a síncope é iminente (tontura, vertigem, náusea, suores, etc.), algumas pessoas não tem. O teste de tilt é usado para determinar a susceptibilidade de uma pessoa para estes episódios. Um doente é seguro a uma mesa especial (motorizada) e inclinando a cabeça para cima num ângulo de entre 60 e 80 graus, e mantêm-se assim até cerca de quarenta e cinco minutos. Isto provoca uma queda de sangue para as extremidades (gravidade) que é tolerado facilmente por pessoas com função autonómica normal. Porém, em doentes com alterações autonómicas (crónicas ou paroxísticas e transitórias), este stress ortostático provocará uma queda súbita da pressão arterial e da frequência cardíaca. A terapêutica para doentes com síncope de neurocardiogénica tem que ser individualizada para ajustar as necessidades de cada pessoa. Muitos doentes com síncope neurocardiogénica apenas precisam de evitar factores agravantes (como calor extremo, desidratação ou manutenção da posição de pé durante longos períodos de tempo) e de lhes ser explicada a benignidade da situação. Alguns necessitarão de fármacos para prevenção de desmaios futuros, dependendo da frequência dos sintomas e da profissão do doente. Uma variedade de medicamentos diferentes é usada, e nenhum fármaco serve para todos os doentes. Uma dieta liberal em sal e aumento da hidratação é habitualmente aconselhada a todos os doentes. (ver modos de prevenir o desmaio). Em resumo, a síncope neurocardiogénica é uma perturbação complexa, paroxística e frequente do sistema nervoso autonómo que pode conduzir a quedas súbitas da pressão sanguínea que levam ao desmaio (síncope). ACORDOS: |